Manejo de Resistência de insetos

Manejo de Resistência de Insetos

Dentre as biotecnologias presentes na agricultura brasileira, a tecnologia de resistência a insetos vem se destacando, uma vez que em ambientes tropicais como o Brasil, o manejo eficiente de insetos pragas é parte fundamental para se atingir bons resultados na lavoura. A maior proteção das plantas contra as pragas alvo conferida pelo uso das plantas transgênicas resistentes a insetos tem resultado na preservação do potencial produtivo em diferentes culturas além de promover a racionalização do uso de inseticidas químicos, o que favorece a manutenção de inimigos naturais e, finalmente, contribui para uma agricultura mais sustentável.

Um dos grandes desafios do uso de plantas geneticamente modificadas expressando proteínas Bt é a evolução da resistência nas populações de insetos pragas alvo da tecnologia, devido à pressão de seleção exercida pela expressão contínua das proteínas pelas plantas Bt. A resistência é uma característica genética do inseto em tolerar doses que são letais para maior parte dos indivíduos que formam uma população da praga. Insetos resistentes podem estar presentes no ambiente antes mesmo da tecnologia ser utilizada. Assim, o Manejo da Resistência de Insetos é o conjunto de medidas que visam prevenir ou retardar a seleção de indivíduos resistentes.

A proteção da durabilidade das tecnologias de resistência a insetos é uma prioridade dentre todos os segmentos da cadeia de produção, como as empresas detentoras da tecnologia, órgãos reguladores e agricultores. Dentre as principais estratégias que visam retardar a evolução da resistência de insetos a culturas Bt, destaca-se o plantio de hospedeiros não Bt, mais conhecido como áreas de refúgio.

Para mais informações sobre o compromisso da indústria para IRM e do BMP, visite o site da ABRASEM.

Área de Refúgio

O plantio e a manutenção das áreas de refúgio representa o principal componente do plano de Manejo de Resistência de Insetos (MRI) das tecnologias Bt. Áreas de refúgio são compostas de plantas não Bt, cultivadas numa proporção específica para cada tecnologia, em relação à área total plantada. O objetivo do refúgio é manter uma população de insetos pragas alvo da tecnologia Bt não exposta à proteína inseticida. Dessa forma, insetos suscetíveis, quando adultos, poderiam acasalar com qualquer raro indivíduo resistente que possa ter sobrevivido na cultura Bt. Desta forma, a suscetibilidade poderá ser transmitida a gerações futuras, garantindo a sustentabilidade das tecnologias.

A disposição das áreas de refúgio será determinada de acordo com o tamanho e formato da propriedade (ou dos talhões, no caso de grandes áreas), sempre respeitando o tamanho mínimo da área de refúgio para cada tecnologia e o limite máximo de 800 metros entre as plantas Bt e as plantas não Bt da área de refúgio. As configurações de refúgio apresentadas abaixo são apenas exemplos para os agricultores, podendo estes adequar as áreas de refúgio as suas propriedades, desde que mantenham a proporção e distância recomendadas.

Refugio 1

Refugio 2

Refugio 3