Coexistência

Coexistência

Tendo em vista a Resolução Normativa da CTNBio número 04, de 16 de Agosto de 2007, a Monsanto vem comunicar e enfatizar a necessidade de manter total cumprimento da norma que dispõe sobre as distâncias mínimas de plantio para isolamento do milho Geneticamente Modificado, em relação às áreas vizinhas, contendo milho convencional.

A coexistência entre os sistemas de produção refere-se, inclusive, às consequências econômicas que podem resultar da presença não desejada do material de uma cultura em outra. Está também relacionada ao fato de que o agricultor deve ter a liberdade de cultivar o que escolher, utilizando o seu sistema de produção preferido, seja ele convencional, orgânico ou geneticamente modificado.

Esta técnica tem sido praticada há muitos anos, principalmente por produtores de sementes e agricultores que cultivam produtos específicos, por meio da separação dos plantios pelo tempo ou pelo espaço, da comunicação com os seus vizinhos, do uso de boas práticas de plantio, cultivo, colheita e armazenamento. Um bom e tradicional exemplo de uso da coexistência no Brasil é o dos produtores de milho branco, que através das práticas mencionadas acima, têm grande sucesso em manter as suas colheitas livres da presença do milho amarelo - tipo de milho predominante em regiões onde as duas variedades de milho coexistem.

A coexistência entre culturas geneticamente modificadas e convencionais é possível e vem sendo bem-sucedida na Espanha e na América do Norte desde 1995. O estudo Co-existence of GM and non GM crops: current experience and key principles (Coexistência de culturas GM e convencionais: experiências atuais e princípios-chave), da consultoria britânica PG Economics, já demonstrou, com base na análise dos espanhóis e norte-americanos, que a convivência entre as duas formas de cultivo é possível por meio do uso sensato de técnicas agrícolas, do compartilhamento de responsabilidade de todas as partes envolvidas no agronegócio.

A obrigatoriedade das distâncias mínimas estabelecidas pela CTNBio visa o isolamento da lavoura geneticamente modificada em relação à lavoura de milho convencional. A distância entre uma lavoura comercial de milho geneticamente modificado e outra de milho convencional, localizada em área vizinha, deve ser igual ou superior a 100 metros com a alternativa de uma distância de 20 metros, desde que acrescida de uma bordadura com pelo menos 10 fileiras de plantas de milho convencional (não modificado Geneticamente) de porte e ciclo vegetativo similar ao milho geneticamente modificado.